O home care pode ser definido como uma modalidade de atendimento médico domiciliar. Normalmente, essa forma de acolhimento está associada a tecnologias ofertadas pelas unidades de saúde adaptáveis às condições do paciente. Regulamentado desde 2002, pelo governo federal, o home care é uma prática crescente.

Segundo um boletim econômico da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), o número de estabelecimentos que prestam serviços de home care praticamente triplicou no país nos últimos seis anos. A publicação informa ainda que, em apenas um ano, o crescimento foi de 35% enquanto os outros serviços da saúde tiveram um aumento de apenas 5%.

Tal crescimento expressivo da modalidade é explicado principalmente por quatro fatores:

Envelhecimento da população: a população brasileira está envelhecendo. Com o aumento da expectativa de vida, o número de idosos no país é crescente. Há, portanto, uma demanda crescente em relação à saúde, ao atendimento domiciliar e, consequentemente, aos serviços de home care.

Sucateamento do serviço de saúde público: quanto menor o repasse financeiro para a saúde pelo governo, maior a incapacidade desse sistema de atender às demandas da população. Por isso, as empresas de home care podem se destacar como uma opção para parte da população.

Custos dos planos de saúde: com o sucateamento da saúde pública, há uma busca grande pelos planos de saúde. Os serviços de home care nos planos de saúde apresentam uma alternativa para a diminuição dos custos se comparados a alguns serviços de hospitais e clínicas, como a internação.

Busca por um atendimento mais humanizado: com o home care, o paciente não precisa se deslocar, além de receber um atendimento mais personalizado. Isso faz com que a população tenda a optar por essa modalidade de serviço.

Para as empresas, o investimento em home care também apresenta algumas vantagens. A principal delas é que essa modalidade apresenta maior facilidade na contratação de profissionais com as mudanças trazidas pela reforma trabalhista.

Neste contexto, as clínicas poderão contratar profissionais por menos horas ou fazer contratos mais flexíveis. Com todos esses fatores, há a expectativa de que o número de empresas que oferecem esse serviço cresça ainda mais nos próximos anos, segundo a Fehoesp.

Investimento em tecnologias é tendência para o setor

Diante deste cenário, o home care demanda algumas tecnologias que fazem diferença na qualidade do atendimento prestado, além de otimizar a gestão. Aplicativos e softwares destinados à comunicação entre médico e paciente, ao controle de medicamentos, à organização dos profissionais de saúde, à gestão de finanças acabam sendo imprescindíveis para um bom funcionamento de empresas de home care.

A influência da tecnologia no serviço de saúde é inevitável. É por isso que, no mundo todo, investimentos em inovação tecnológica para soluções em saúde são crescentes. Para o home care, a tendência é que essas tecnologias estejam cada vez mais presentes. Afinal, são essas inovações que permitem o atendimento de um paciente no próprio domicílio.

E você? Como avalia o crescimento do mercado de home care? Comente aqui e acompanhe nosso blog para se informar sobre outros assuntos e ficar por dentro das novidades!

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