O uso da tecnologia no cotidiano gerou transformações importantes nos processos de comunicação existentes na sociedade. Para a medicina, isso não poderia ser diferente. Ao se tornar médico, o profissional encontra, no mercado, opções de serviços e atendimentos que possuem a tecnologia como elemento central. É nesse contexto que se destaca a chamada telemedicina.

O conceito refere-se a um conjunto de tecnologias, principalmente relacionadas à comunicação, utilizadas para aproximar médicos e pacientes, com o intuito de potencializar o suporte e o repasse de informações. “As atividades de telemedicina são ligadas ao contato de pessoas que não estão fisicamente presenciais. Tais como, teleconsulta médica, teleassistência (médica e paciente) e teleducação, por exemplo”, informa o médico Silvio Benatti.

Os primeiros registros de atividades de telemedicina são da década de 50. Desde então, a técnica se modificou. Se antes os médicos utilizavam apenas a televisão como base tecnológica para contato com pacientes, hoje os computadores, smartphones e tablets também exercem essa função. No Brasil, a telemedicina ficou conhecida nos anos 90, quando a emissão de laudos online tornou-se comum.

Vantagens e perigos da telemedicina

Esse processo avançado de monitoramento de paciente já é utilizado em vários países de forma segura e legalizada, estando de acordo com a legislação e as normas médicas. Os defensores da prática alegam que a telemedicina apresenta uma série de benefícios em relação à medicina tradicional, como a ampliação do contato entre médico e paciente, a agilidade e qualidade dos laudos emitidos e a facilidade de realização de exames.

Entretanto, há profissionais que acreditam que a prática pode ser perigosa, dependendo do contexto e das atividades realizadas, já que a telemedicina pode ser empregada em diversas modalidades, como consultas online, leitura de exames, conversa com os médicos, cirurgia à distância, entre outras. O dr. Silvio Benatti é um dos críticos de determinados usos dessa estratégia.

“Para mim, não poderia haver a teleconsulta com paciente, pois você perde o contato físico, aquele olho no olho real, além de gerar um pobre exame físico. Esse é o principal ponto negativo. Contudo, acredito que os outros aspectos da telemedicina vieram para somar e auxiliar no diagnóstico e tratamento dos pacientes. Por exemplo, eu utilizo, há bastante tempo, a teleducação e a teleassistência. Participo de cursos online, realizo discussão de casos com outros médicos e auxilio na interpretação de exames que não são específicos da área”, pondera o médico.

 Regulamentação da telemedicina

No início deste ano, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou uma nova regulamentação a respeito da telemedicina. O documento definia limites e exigências prévias para o uso desse método. Entretanto, entidades contrárias à prática da telemedicina alegaram que não foram escutadas, o que levou à revogação do documento. Mas isso não significou a proibição da telemedicina no Brasil, pois, desde 2002, há uma norma vigente, considerada obsoleta por alguns profissionais, que apresenta diretrizes para a aplicação da prática.

Diante disso, o médico Sílvio Benatti explica a necessidade de uma legislação que abarque todos os benefícios e possíveis prejuízos causado pela prática. “Deve-se regulamentar para que todos falem a mesma língua, para saber o que se pode fazer ou não, e estar dentro da lei e da ética com os pacientes e profissionais que estão envolvidos no caso”, finaliza.

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